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ENCHER O PNEU TAMBÉM É PRÁTICA ESPIRITUAL

Vou te contar uma história.

Meu primeiro carro era bem velho, uma Meriva 2005 prata.

Era um carro muito bom, confortável, espaçoso, mas velho.

Visitou a oficina muitas vezes, então criei o hábito de verificar as principais coisas como água, óleo, pneus, com muita frequência.

Um certo dia, parei no posto, fui naquelas bombas de encher pneus onde tem uma mangueirinha, sabe?

Ela estava toda jogada, foi largada lá por alguém.

Eu peguei, calibrei os 4 pneus, enrolei a mangueira e coloquei no local correto.

E nesse momento (isso acontece comigo quando eu menos espero) me veio um insight simples e valioso.

Pensei:

— É isso o que o Buda chama de interdependência, enrolar a mangueira da bomba de ar e cuidar das coisas para que o próximo também possa usar.

Ter consciência dessas atitudes corriqueiras e como isso impacta nas pequenas ações do dia a dia é fundamental para nos desfazermos do egoísmo e da ilusão de que estamos separados dos demais.

Quando eu comecei a praticar o Budismo em 2011, achei que a iluminação só era possível após despertar como um Buda, assim como Sidhrta fez.

Porém, antes disso, podemos ter momentos “despertos” praticando pequenas ações positivas, de forma consciente.

Meu mestre sempre ensina, Monge Gensho:

— Precisamos tirar nossos olhos comuns e colocar os olhos de Buda no lugar.

Mas como fazer isso na prática?

Os meus 6 passos para praticar os ensinamentos budistas nas pequenas ações do dia a dia:

1 – Gosto de seguir as orientações do meu mestre, para mim isso é fundamental, se não fico perdido e cego nas minhas próprias percepções egoístas;
2 – Pratico meditação com regularidade para aprender a estar consciente neste momento, aqui e agora;
3 – Ao praticar, também me lembro dos ensinamentos, me impregno deles, recordo deles, todos os dias;
4 – A meditação também me ajuda a não ficar preso nas minhas emoções e pensamentos negativos, que sim, existem dentro de mim, pois sou humano;
5 – Leio diariamente trechos de livros, frases de mestres, vejo filmes budistas para estar sempre em contato com o Dharma de Buda;
6 – Faço parte de uma Sangha (comunidade de praticantes budistas) e trabalho por ela, para ir além do meu próprio umbigo, além das minhas visões e percepções limitadas, para pensar nos outros e ajudar a comunidade;

Tudo isso da sentido a minha vida, pois me leva além de mim mesmo.

Comente, qual foi a parte que mais fez sentido para você?